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Futuros da Nasdaq caem 1,2% com juros dos Treasuries no maior nível desde 2007

Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

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Em 24 de setembro, os futuros do Nasdaq-100 caíram 1,2% depois que o rendimento do Treasury de 10 anos chegou a 5,140%, o maior desde 2007, e a aposta em nova alta de juros do Fed em outubro passou de 75%. No pregão, porém, o Nasdaq Composite recuperou a queda da abertura e fechou praticamente estável.

Os contratos futuros das bolsas americanas recuaram na quinta-feira, 24 de setembro, com tecnologia à frente das perdas. Os futuros do Nasdaq-100 caíram 1,20%, para 30.397 pontos; os do S&P 500 recuaram 0,69%, para 7.718,75 pontos; e os do Dow perderam 0,44%, para 51.646 pontos.

Juros no maior nível desde 2007

A pressão veio dos juros. O rendimento do Treasury de 10 anos bateu 5,140%, o maior desde julho de 2007. O de dois anos foi a 4,897%, máxima desde 2023, e o de 30 anos a 5,438%, o mais alto desde 2004. Dados fortes de atividade e custos maiores de combustível e transporte reacenderam o medo de inflação.

Com isso, a chance de uma nova alta de juros pelo Fed em outubro passou de cerca de 49% para mais de 75% em uma semana. O banco central já havia elevado a taxa para o intervalo de 3,75% a 4%, o primeiro aumento desde 2023.

Por que juros altos pesam mais na tecnologia

O preço de uma ação reflete, em boa parte, o valor presente dos lucros que a empresa deve gerar no futuro. Quando o rendimento dos títulos do Tesouro americano sobe, esse desconto fica maior, e os lucros distantes passam a valer menos hoje. Empresas de tecnologia com avaliações altas dependem mais de lucros esperados para daqui a muitos anos, por isso costumam sentir mais a alta dos juros do que setores com lucro mais imediato.

Há também o efeito de comparação: com um título público pagando mais de 5% ao ano, parte dos investidores passa a exigir retorno maior das ações para continuar correndo o risco da bolsa.

Reação fora dos Estados Unidos

O mau humor se espalhou: o CSI 300 da China caiu 1,73%, o ASX 200 da Austrália recuou 0,66% e o Stoxx 600 abriu em baixa na Europa. O Nikkei, no Japão, foi exceção, com alta de 1,66%.

O que o gráfico mostrou depois

Gráfico: Nasdaq, diário, de 01/06/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: Nasdaq, diário, de 01/06/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra o índice Nasdaq Composite, que reúne todas as ações listadas na Nasdaq e não é o mesmo que o Nasdaq-100 dos contratos futuros citados acima, mas costuma andar na mesma direção. No pregão de 24/09, o índice abriu a 26.734,51 pontos, 0,75% abaixo do fechamento da véspera (26.936,04), e chegou a 26.706,14 pontos na mínima do dia. A queda não se sustentou: o índice fechou a 26.939,37 pontos, praticamente estável.

O rendimento do título de 10 anos, medido pelo índice ^TNX, fechou o dia 24/09 a 5,162% e continuou subindo, até 5,311% no fechamento de 05/10. Mesmo assim, o Nasdaq Composite fechou 07/10 a 27.538,69 pontos, 2,22% acima do fechamento de 24/09, depois de marcar a máxima do período, 27.722,75 pontos, em 06/10. Entre junho e outubro, a mínima havia sido de 24.425,34 pontos, em 29/07.

O episódio mostra que a queda dos futuros antes da abertura não determinou o fechamento do dia, e que juros em alta não impediram o índice de subir nas semanas seguintes. Isso descreve o que aconteceu nesse período, não uma regra para os próximos.

O que acompanhar

Os próximos passos dependem da decisão do Fed de outubro e dos dados de inflação. Para quem acompanha índices e ações de tecnologia, o rendimento do título de 10 anos e o calendário de divulgações econômicas continuam sendo referências diretas para entender a volatilidade do setor.

Com informações de Traders Union.

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Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Fox On. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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