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NotíciasBitcoin caiu 41% entre janeiro e julho de 2026: a queda em números
Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado
Resposta rápida
O bitcoin marcou US$ 97.924,49 em 14/01/2026 e caiu até US$ 57.800,19 em 01/07, uma queda de 41,0% em menos de seis meses, na cotação BTC/USDT da Binance. Depois disso subiu 44,2% e fechou 07/10/2026 a US$ 83.321,81, ainda 4,9% abaixo do fechamento de 2025 e 34% abaixo da máxima histórica de outubro de 2025.
O primeiro semestre de 2026 foi duro para quem tinha bitcoin. A criptomoeda começou o ano perto de US$ 88 mil, chegou perto de US$ 98 mil em meados de janeiro e, a partir daí, entrou numa sequência de quedas que só terminou no primeiro dia de julho, abaixo de US$ 58 mil. A recuperação do 3º trimestre devolveu boa parte do caminho, mas não todo.
Os números deste texto vêm das cotações diárias do par BTC/USDT na Binance, com fechamento em UTC, até 07/10/2026. Eles descrevem o que aconteceu; não indicam o que o preço fará daqui para frente.
A queda mês a mês
O gráfico mostra as velas diárias do bitcoin de janeiro a 07/10/2026. A queda de 41% não foi contínua: teve dois tombos fortes, uma recuperação no meio e um segundo mergulho em junho.
Janeiro: a máxima do ano e a virada
O BTC fechou 2025 a US$ 87.648,22 e subiu até US$ 97.924,49 durante o dia 14/01, com fechamento de US$ 96.951,78, o maior de 2026. Seis dias depois, em 20/01, já fechava a US$ 88.427,66. Janeiro terminou a US$ 78.741,09, queda de 10,2% no mês, com recuo de 6,6% só no último dia.
Fevereiro: o pior dia do ano
Em 05/02 o bitcoin caiu 14,0%, de US$ 73.165,84 para US$ 62.909,86, a maior queda diária de 2026. No dia seguinte tocou exatamente US$ 60.000 e, na mesma sessão, virou para fechar a US$ 70.580,26, alta de 12,2%. Fevereiro terminou a US$ 66.973,26, queda de 14,9% no mês.
Março a maio: a recuperação que não se sustentou
Março fechou praticamente estável (alta de 2,0%) e abril subiu 11,8%. Em 06/05 o preço chegou a US$ 82.850, e em 10/05 fechou a US$ 82.210,07, o ponto mais alto desde janeiro. Maio, porém, terminou com queda de 3,5%, a US$ 73.674,39.
Junho: o segundo mergulho
Junho foi o pior mês do ano, com queda de 20,4%. Em 02/06 o BTC caiu 6,5%, para US$ 66.760,83; em 05/06 caiu mais 4,4%, para US$ 61.056,47. Em 25/06 fechou abaixo de US$ 60 mil pela primeira vez no ano (US$ 59.794), e o mês terminou a US$ 58.624,71, o menor fechamento de 2026. No dia seguinte, 01/07, veio a mínima: US$ 57.800,19 durante o dia.

O tamanho da queda
Dependendo da referência, a queda tem tamanhos diferentes. Todas as contas abaixo usam os mesmos dados:
- Da máxima à mínima intradiária: de US$ 97.924,49 (14/01) a US$ 57.800,19 (01/07), queda de 41,0%.
- Do maior ao menor fechamento: de US$ 96.951,78 (14/01) a US$ 58.624,71 (30/06), queda de 39,5%.
- Do fechamento de 2025 à mínima: queda de 34,1%.
- Da máxima histórica à mínima: a máxima da série é de 06/10/2025, US$ 126.199,63. Em 01/07/2026 o preço estava 54,2% abaixo dela.
A recuperação até outubro
A partir da mínima, o bitcoin subiu com força no 3º trimestre, que fechou com alta de 42,6%:
- Julho: alta de 7,3%, para US$ 62.887,88. O preço passou o mês inteiro abaixo de US$ 67 mil.
- Agosto: alta de 25,0%, o melhor mês do ano. Os dias 19/08 (+7,1%) e 21/08 (+7,3%) foram os de maior alta do trimestre, e em 27/08 o fechamento voltou acima de US$ 80 mil (US$ 80.249,58).
- Setembro: alta de 6,4%, com a máxima desde janeiro em 21/09: US$ 87.395,67 durante o dia e fechamento de US$ 86.620, depois de uma alta de 6,7% naquela sessão.
- Começo de outubro: o preço oscilou entre US$ 84.518 e US$ 86.530 de fechamento e caiu 2,6% em 07/10, para US$ 83.321,81, 3,8% abaixo do fechamento de 21/09.
Da mínima de 01/07 ao fechamento de 07/10, a alta foi de 44,2%. Mesmo assim, o BTC ainda estava 14,9% abaixo da máxima de janeiro e 4,9% abaixo do fechamento de 2025: para voltar ao preço de 31/12, precisaria subir mais 5,2%.

O que a queda ensina sobre volatilidade
Uma queda de 41% exige uma alta de cerca de 69% para voltar ao ponto de partida. Essa assimetria explica por que o bitcoin pode subir 44% e continuar abaixo do preço de janeiro. Ela também mostra por que o tamanho da posição pesa tanto em criptoativos: em 2026, o BTC teve um dia de queda de 14% e outro de alta de 12%, colados um no outro.
Referências que o próprio preço marcou
- Acima: a máxima de setembro, US$ 87.395,67, e a de janeiro, US$ 97.924,49.
- Abaixo: a região de US$ 75 mil a US$ 80 mil, onde o preço oscilou entre o fim de agosto e 17/09, e a mínima de US$ 57.800,19.
São pontos de observação, não previsões.
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