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Venda global de títulos se intensifica e mercado já precifica mais três altas do Fed

Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

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Em 24/09/2026, a venda global de títulos levou o rendimento do Treasury de 10 anos para perto de 5,12% e o de 5 anos acima de 5%, e o mercado passou a precificar mais três altas de juros do Fed no próximo ano. Até 07/10, o rendimento de 10 anos continuou subindo e fechou em 5,277%, depois de tocar 5,364% durante o dia.

A onda de vendas de títulos públicos ganhou força na quinta-feira, 24 de setembro. O rendimento do Treasury de 10 anos ficou perto de 5,12% depois de subir 15 pontos-base na véspera, a maior alta diária desde a turbulência das tarifas de abril de 2025. O de cinco anos passou de 5% pela primeira vez desde 2007, após um leilão com demanda fraca.

O mercado passou a precificar integralmente mais três altas de 0,25 ponto percentual pelo Fed no próximo ano, o que levaria os juros americanos do intervalo atual de 3,75%-4% para 4,5%-4,75%. Há quem já se proteja contra uma quarta alta. A economia firme e a energia cara ameaçam manter a inflação acima da meta de 2%.

Movimento global

A venda não ficou restrita aos Estados Unidos: títulos do Japão, da Austrália, da Nova Zelândia e de países emergentes também caíram, e o rendimento médio da dívida pública global se aproximou de 4%. O dólar ficou perto do maior nível desde julho, as bolsas asiáticas recuaram cerca de 0,6% e as da China continental, 1,5%.

Entre as commodities, o ouro caiu 0,2%, para cerca de US$ 4.280 a onça, e o Brent voltou a US$ 103 o barril no momento da publicação original.

Por que o preço do título cai quando o rendimento sobe

O rendimento e o preço de um título andam em direções opostas. Um Treasury paga cupons fixos; se o mercado passa a exigir juros maiores, o título antigo só encontra comprador a um preço menor, e o rendimento de quem compra nesse preço sobe. Por isso uma venda de títulos aparece nas manchetes como alta dos rendimentos.

Os Treasuries servem de base para hipotecas, crédito corporativo e avaliação de ações. Quando o rendimento sem risco de 10 anos sobe, o desconto aplicado aos lucros futuros das empresas aumenta, o que costuma pesar sobre ações de crescimento, e o dólar tende a ficar mais atraente frente a outras moedas.

O que os dados mostram até 07/10

Gráfico: ^TNX, diário, de 01/05/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: ^TNX, diário, de 01/05/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra o rendimento diário do Treasury de 10 anos (índice ^TNX, em porcentagem) de maio a outubro de 2026. Segundo os fechamentos diários, o rendimento passou de 4,968% em 22/09 para 5,114% em 23/09, alta de 14,6 pontos-base, e fechou 24/09 em 5,162%.

A alta continuou nas semanas seguintes. O rendimento fechou a 5,293% em 30/09 e a 5,311% em 05/10, e em 07/10 tocou 5,364% durante o dia, a máxima do período, antes de fechar em 5,277%. Em 01/05 estava em 4,38%: em pouco mais de cinco meses, a alta foi de cerca de 0,90 ponto percentual, com a mínima de 4,31% em 07/05.

Nos outros mercados citados, o ouro fechou 24/09 a US$ 4.298,00 e 07/10 a US$ 4.140,70. O Brent fechou 24/09 a US$ 106,60 e 07/10 a US$ 100,20. O euro passou de US$ 1,1448 em 23/09 para US$ 1,1254 em 07/10, em linha com o dólar mais forte. O S&P 500, por outro lado, fechou 07/10 a 7.801,77 pontos, acima dos 7.704,13 de 24/09.

O que acompanhar

Os próximos dados de inflação e de crescimento nos Estados Unidos vão dizer se as apostas em mais altas do Fed se sustentam. Leilões de Treasuries com demanda fraca, como o que levou o título de cinco anos acima de 5%, também costumam mexer com os rendimentos no mesmo dia. Os números acima descrevem o que aconteceu até 07/10; eles não indicam o caminho dos juros daqui em diante.

Com informações de Traders Union.

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Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Fox On. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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