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NotíciasPetróleo Brent em 2026: de US$ 60 a US$ 126 e de volta a US$ 100
Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado
Resposta rápida
O petróleo Brent marcou a mínima de 2026 em 07/01, a US$ 59,45 o barril, e a máxima em 30/04, a US$ 126,10, uma alta de 112% em menos de quatro meses. Depois caiu 43% até o fim de junho, voltou a subir no 3º trimestre e fechou 07/10/2026 a US$ 100,20, alta de 64,7% no ano e 20,5% abaixo da máxima.
Poucos ativos tiveram um 2026 tão agitado quanto o petróleo. O Brent, referência internacional negociada em Londres, começou o ano perto de US$ 60 o barril, mais que dobrou até o fim de abril e, em outubro, ainda estava acima de US$ 100. No caminho, houve dias com variação de mais de 10% e um pregão em que a distância entre a máxima e a mínima passou de US$ 35.
Os números deste texto vêm da série diária do contrato futuro de Brent mais próximo do vencimento (BZ=F, no Yahoo Finance), em dólares por barril. Eles mostram o que o preço fez; este texto não atribui causas aos movimentos, e nada aqui é previsão.
O caminho do Brent em 2026
O gráfico mostra as velas diárias de janeiro a 07/10/2026. Dá para dividir o ano em quatro fases.
Janeiro e fevereiro: a mínima e a primeira alta
O Brent fechou 2025 a US$ 60,85 e marcou a mínima do ano logo no quarto pregão: US$ 59,45 durante o dia 07/01, com fechamento a US$ 59,96. Janeiro terminou a US$ 70,69, alta de 16,2%, e fevereiro acrescentou mais 2,5%, com fechamento de US$ 72,48 em 27/02.
Março e abril: a disparada até US$ 126
Março foi o mês mais forte do ano, com alta de 63,3%. O preço abriu 02/03 a US$ 77, bem acima do fechamento anterior, e subiu 8,5% só em 06/03, para US$ 92,69. O pregão de 09/03 teve a maior amplitude da série desde 2021: máxima de US$ 119,40, mínima de US$ 83,88 e fechamento a US$ 98,96. No dia seguinte veio uma queda de 11,3%. O primeiro fechamento acima de US$ 100 aconteceu em 12/03 (US$ 100,46), e o mês terminou a US$ 118,35, o maior fechamento de 2026.
Abril seguiu com oscilações enormes. Em 01/04 o Brent caiu 14,5%, para US$ 101,16; em 08/04 caiu mais 13,3%, para US$ 94,75. Ainda assim, voltou a subir no fim do mês e marcou a máxima do ano em 30/04: US$ 126,10 durante o dia, embora tenha fechado a US$ 114,01. Da mínima de janeiro até essa máxima, a alta foi de 112,1%.
Maio e junho: queda de 43%
Depois de uma última tentativa em 04/05 (máxima de US$ 115,25), o preço virou. Maio fechou com queda de 19,3%, a US$ 92,05, e junho com mais 20,8%, a US$ 72,92. A mínima desse período veio em 26/06, a US$ 71,40. Da máxima de abril até ali, a queda foi de 43,4%, e o 2º trimestre terminou com perda de 38,4%.
Julho a setembro: de volta acima de US$ 100
O 3º trimestre começou com o Brent ainda mais baixo: mínima de US$ 70,14 em 02/07, a menor desde 26/02. A recuperação foi rápida. Em 13/07 o preço subiu 9,6%, e em 23/07 voltou a fechar acima de US$ 100 (US$ 100,69). O fim de julho e o começo de agosto trouxeram nova queda, até US$ 79,36 em 04/08, mas agosto fechou praticamente estável (US$ 90,49). Em setembro o preço subiu 14,4%, marcou US$ 110,19 durante o dia 11/09 e teve o maior fechamento do trimestre em 15/09, a US$ 108,75. O trimestre terminou a US$ 103,53, alta de 42,0%.

Onde o Brent estava em 07/10
Na primeira semana de outubro o barril oscilou pouco para os padrões do ano, com fechamentos entre US$ 100,20 e US$ 102,31. Em 07/10/2026 fechou a US$ 100,20. Os números de referência ficam assim:
- No ano: alta de 64,7% sobre o fechamento de 2025 (US$ 60,85).
- Desde a mínima: 67,1% acima do menor fechamento do ano (US$ 59,96, em 07/01).
- Desde a máxima: 20,5% abaixo dos US$ 126,10 de 30/04.
- No trimestre: 3,2% abaixo do fechamento de 30/09 (US$ 103,53).
Para comparação, o petróleo WTI, referência americana (CL=F), fechou 07/10 a US$ 88,28, alta de 53,7% no ano. A diferença entre os dois, de US$ 11,92 por barril, é o que o mercado chama de spread Brent-WTI.
Cuidados ao ler um gráfico de petróleo
A série é de contratos futuros
O BZ=F junta, em uma linha só, o contrato futuro mais próximo do vencimento. Quando um contrato vence, a série passa para o seguinte, e os dois podem ter preços diferentes. Por isso, o gráfico contínuo de uma fonte pode não bater exatamente com o de outra, e uma máxima isolada pede conferência no contrato específico.
Máxima do dia não é preço de fechamento
A máxima do ano, US$ 126,10, só existiu durante o pregão de 30/04: o fechamento daquele dia foi cerca de US$ 12 menor. Em 09/03, a distância entre a máxima e o fechamento passou de US$ 20. Quem olha só o gráfico de linha, que usa fechamentos, enxerga um ano bem menos extremo do que o de velas.
Volatilidade muda o tamanho da posição
Com dias de 10% a 15% de variação, a mesma quantidade de contratos representa um risco muito maior do que no começo do ano, quando o Brent variava em média 1,7% por dia entre um fechamento e outro. Ajustar o tamanho da posição à volatilidade do momento é uma regra básica de gestão de risco.
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