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NotíciasNasdaq acumula 18,5% em 2026: como foram AMD, Nvidia e as grandes ações do índice
Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado
Resposta rápida
O índice Nasdaq Composite fechou 07/10/2026 em 27.538,69 pontos, alta de 18,5% no ano, depois de bater o recorde de fechamento de 27.599,79 pontos em 06/10. A virada começou na mínima de 30/03, a 20.794,64 pontos. Entre as grandes ações do índice, AMD (+201,6%) e Micron (+281,2%) subiram muito mais que ele no ano, Nvidia e Apple ficaram perto de 24% a 27%, e Tesla caiu 16%.
O índice Nasdaq Composite, que reúne as ações listadas na bolsa eletrônica Nasdaq e tem forte peso de empresas de tecnologia, chegou a outubro de 2026 renovando recordes. Mas o ano não foi uma linha reta: no fim de março o índice chegou a acumular queda de 10,5% e estava 13,2% abaixo do recorde anterior, de outubro de 2025. A recuperação desde então foi de quase 33%.
Os números abaixo vêm das cotações diárias do Yahoo Finance até 07/10/2026. Eles descrevem o que já aconteceu; não dizem nada sobre o que o índice vai fazer daqui para frente.
O ano da Nasdaq em quatro etapas
O gráfico mostra o índice de janeiro a outubro de 2026 com as médias móveis simples de 50 e de 200 pregões, duas referências comuns para enxergar a tendência de médio e de longo prazo.
Janeiro a março: queda de 7,1% no trimestre
A Nasdaq fechou 2025 em 23.241,99 pontos. Janeiro terminou com leve alta (0,9%), mas fevereiro (−3,4%) e março (−4,8%) foram negativos. Em março o índice perdeu a média de 200 pregões: fechou abaixo dela em 13/03, voltou acima por dois dias e caiu de novo em 18/03. A mínima do ano veio em 30/03, com 20.690,25 pontos durante o dia e fechamento em 20.794,64. No dia seguinte, 31/03, o índice subiu 3,8%, a maior alta diária de 2026 até aqui.
Abril e maio: recuperação e novos recordes
Em 08/04 o índice voltou a fechar acima da média de 200 pregões e não a perdeu mais até outubro. Abril subiu 15,3% e maio, mais 8,4%. O primeiro fechamento acima do recorde de 2025 (23.958,47 pontos, em 29/10/2025) aconteceu em 15/04/2026. O 2º trimestre terminou com alta de 21,4%.
Junho a agosto: correção de quase 10%
O recorde de 02/06 (27.093,90 pontos) foi seguido da pior queda diária do ano, de 4,2% em 05/06. O índice recuou até 24.442,94 pontos em 29/07, 9,8% abaixo do recorde de junho, e fechou julho em 25.373,85. O 3º trimestre, no conjunto, terminou com alta modesta de 2,5%.
Setembro e outubro: de volta aos recordes
Novos recordes de fechamento vieram em 21/09 e 22/09 e, depois de uma pausa, em 05/10 e 06/10. Em 06/10/2026 o índice marcou 27.722,75 pontos durante o dia e fechou em 27.599,79, o maior fechamento da história. Ao todo, foram 24 fechamentos recordes em 2026. Em 07/10 recuou 0,2%, para 27.538,69 pontos.

Os números do índice
- No ano: alta de 18,5% até 07/10 (de 23.241,99 para 27.538,69 pontos).
- Da mínima ao recorde: alta de 32,7% entre os fechamentos de 30/03 e 06/10.
- Médias móveis em 07/10: o índice estava 4,1% acima da média de 50 pregões (26.463 pontos) e 11,0% acima da de 200 (24.799 pontos).
- Comparação: no mesmo período o S&P 500 subiu 14,0%, e o QQQ, fundo que replica o Nasdaq-100 (as 100 maiores empresas não financeiras da bolsa), 23,4%.
Como foram as grandes ações do índice
A Nasdaq é ponderada pelo valor de mercado: empresas maiores pesam mais no resultado. Por isso, uma alta de 200% em uma empresa média pode mexer menos no índice do que uma alta de 20% em uma gigante. A lista abaixo mostra a variação no ano, de 31/12/2025 a 07/10/2026, de alguns nomes grandes listados na Nasdaq; ela não mede quanto cada um contribuiu para o índice.
- Micron (MU): +281,2%, de US$ 285,41 para US$ 1.088,00. A máxima de fechamento foi em 25/06, a US$ 1.213,56, e desde então a ação recuou 10,3%.
- AMD: +201,6%, de US$ 214,16 para US$ 645,86, com recorde de fechamento em 06/10 (US$ 649,42). Desde a mínima de 30/03, a alta foi de 229%.
- Nvidia (NVDA): +27,3%, de US$ 186,50 para US$ 237,47, também com recorde de fechamento em 06/10 (US$ 239,24), acima do topo de 2025 (US$ 207,04).
- Apple (AAPL): +23,8%, para US$ 336,67.
- Amazon (AMZN): +12,6%, e Alphabet (GOOGL): +12,0%.
- Microsoft (MSFT): +9,5%, e Meta (META): +9,3%.
- Tesla (TSLA): −16,0%, uma das poucas gigantes no negativo.
Repare que, entre as sete maiores empresas de tecnologia (Apple, Microsoft, Nvidia, Amazon, Alphabet, Meta e Tesla), só Nvidia e Apple subiram mais que o índice no ano. O desempenho das gigantes foi bem desigual, e alguns dos maiores ganhos vieram de empresas de semicondutores, como AMD e Micron.

O que observar daqui para frente
Índice em recorde não é sinal de compra nem de venda. Quem acompanha o gráfico costuma observar se o preço segue acima das médias de 50 e 200 pregões, a região do recorde de 06/10 e a mínima de julho, em 24.443 pontos, que marcou o fim da última correção. Lembre que o índice já caiu 13% e subiu 33% neste mesmo ano: a amplitude dos movimentos em 2026 foi grande.
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