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Milho sobe 21% no 3º trimestre de 2026 e marca a máxima do ano em setembro

Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

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O contrato futuro de milho negociado em Chicago (ZC=F) subiu 21,3% no 3º trimestre de 2026, de 412,75 para 500,75 centavos de dólar por bushel. No caminho, saiu da mínima do ano, 398,50 centavos em 29/06, e chegou a 544,50 centavos em 22/09, alta de 36,6% e o maior preço desde julho de 2023. Em 07/10 fechou a 502 centavos, 7,8% abaixo da máxima e 14,0% acima do fim de 2025.

O milho passou o primeiro semestre de 2026 sem direção clara e terminou junho no ponto mais baixo do ano. O 3º trimestre mudou o quadro: em menos de três meses, o contrato futuro negociado na bolsa de Chicago subiu mais de um terço e chegou ao maior preço em mais de dois anos.

Os números deste texto vêm da série diária do contrato futuro mais próximo do vencimento (ZC=F, no Yahoo Finance), cotado em centavos de dólar por bushel. Um bushel de milho equivale a cerca de 25,4 kg; assim, 500 centavos correspondem a US$ 5,00 por bushel. O texto descreve o que o preço fez, não atribui causas aos movimentos e não faz previsões.

O primeiro semestre: lateral e depois queda

O milho fechou 2025 a 440,25 centavos. De janeiro a abril o preço oscilou numa faixa estreita: caiu 2,7% em janeiro, com queda de 5,4% em 12/01, e subiu um pouco em fevereiro, março e abril, até 464,75 centavos. A máxima do semestre veio em 19/05, a 481,75 centavos durante o dia.

A partir daí o preço virou. Maio fechou com queda de 3,9% e junho com mais 7,6%. A mínima do ano veio em 29/06: 398,50 centavos durante o dia e 402 no fechamento, depois de uma queda de 2,6% naquela sessão. Foi o único momento de 2026 em que o milho negociou abaixo de 400 centavos.

A alta do 3º trimestre

Gráfico: ZC=F, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: ZC=F, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra as velas diárias de janeiro a 07/10/2026. A alta do trimestre se concentrou em agosto e em meados de setembro.

Julho: alta de 6,8%

O trimestre começou com a mínima de julho logo em 01/07, a 412,25 centavos. O preço subiu 3,7% em 06/07 e 3,2% em 15/07, devolveu parte da alta no fim do mês (queda de 2,7% em 27/07) e fechou julho a 440,75 centavos.

Agosto: o mês mais forte, com alta de 16,9%

Até 11/08 o milho ainda estava perto de 437 centavos. Em 12/08 subiu 4,6%, para 457, e a partir daí emendou uma sequência de altas: 465 em 17/08, 483,75 em 21/08, 491,50 em 24/08. Em 25/08 fechou acima de 500 centavos (500,50) pela primeira vez no ano e, no dia seguinte, a 514. Agosto terminou a 515 centavos.

Setembro: a máxima e a queda do último dia

A primeira metade de setembro foi de pausa, com fechamentos entre 507,75 e 521,50 centavos. Em 15/09 o preço subiu mais 4,6%, para 535,75, e em 21/09 fechou a 543 centavos, o maior fechamento do ano. No dia seguinte, 22/09, marcou a máxima de 544,50 centavos durante o pregão, mas fechou a 536,75. Depois disso o preço recuou devagar até 29/09 e caiu 4,1% em 30/09, a maior queda diária do trimestre, para 500,75 centavos. Mesmo com essa queda, setembro fechou com perda de só 2,8%.

Os números até 07/10

  • No 3º trimestre: alta de 21,3%, de 412,75 para 500,75 centavos.
  • Da mínima à máxima: alta de 36,6% entre 29/06 (398,50) e 22/09 (544,50); entre os fechamentos, de 402 para 543, alta de 35,1%.
  • Nível histórico recente: o fechamento de 543 centavos em 21/09 foi o mais alto desde julho de 2023 e ficou acima de todos os fechamentos de 2025, cujo maior foi 502.
  • Em 07/10: fechamento a 502 centavos, 7,8% abaixo da máxima de setembro, 24,9% acima do menor fechamento do ano e 14,0% acima do fim de 2025.
  • Perspectiva mais longa: o maior fechamento da série desde 2021 foi de 29/04/2022, a 818,25 centavos. O preço de outubro de 2026 está 38,6% abaixo dele.

Onde o milho estava em outubro

Nos primeiros pregões de outubro, o preço ficou em volta de 500 centavos: fechou entre 497,25 e 508 de 01/10 a 07/10, com alta de 2,2% em 06/10 e fechamento a 502 em 07/10. Ou seja, depois da queda de 30/09, o preço parou na região de 500, o mesmo nível que tinha rompido no fim de agosto.

Referências que o próprio preço marcou

  • Acima: a máxima de 544,50 centavos de 22/09.
  • Na região atual: a faixa de 500 centavos, rompida em 25/08 e testada de novo em outubro.
  • Abaixo: a região de 437 a 441 centavos, onde o preço estava no fim de julho e começo de agosto, antes da alta.

São pontos de observação, não previsões.

Cuidados ao ler o gráfico do milho

O ZC=F é uma série contínua que troca de contrato a cada vencimento, e contratos de safras diferentes podem ter preços bem distintos. Por isso, um salto no gráfico pode refletir a troca de contrato, e não uma negociação real daquele tamanho. Antes de tirar conclusões de um movimento isolado, vale conferir o contrato específico.

Commodities agrícolas também costumam ter movimentos fortes em datas de relatórios oficiais de oferta e demanda, cujo calendário deve ser conferido nas fontes oficiais. Para estudar esse tipo de movimento sem arriscar dinheiro, acompanhe o milho na conta demo, marque esses níveis no gráfico e anote como o preço se comporta quando volta a eles.

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Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Fox On. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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