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Microsoft sobe 37% no 3º trimestre de 2026 e marca a máxima do ano

Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

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A ação da Microsoft (MSFT) subiu 37,5% no 3º trimestre de 2026, de US$ 373,02 para US$ 512,90, e continuou subindo em outubro: em 07/10 fechou a US$ 529,76, o maior fechamento do ano e 50,1% acima da mínima de 25/06. O recorde histórico, porém, ainda é de 2025: US$ 542,07 no fechamento de 28/10/2025, 2,3% acima do preço de 07/10.

A Microsoft teve um primeiro semestre ruim e um segundo semestre muito forte em 2026. Até o fim de junho, a ação chegou a perder 27% no ano. Do fim de junho ao começo de outubro, recuperou tudo isso e mais um pouco: fechou 07/10 com alta de 9,5% no ano e no maior preço de 2026.

Os números deste texto vêm das cotações diárias do Yahoo Finance até 07/10/2026. Eles descrevem o que o preço fez; o texto não atribui causas aos movimentos e não é recomendação de compra ou venda.

O caminho até a mínima de junho

A MSFT fechou 2025 a US$ 483,62 e teve a máxima do primeiro semestre logo em 07/01, a US$ 489,70 durante o dia. Em 29/01 a ação abriu com um salto para baixo e fechou com queda de 10,0%, a US$ 433,50, a pior sessão de 2026. Janeiro terminou com queda de 11,0%, fevereiro com mais 8,7% e março com mais 5,8%, a US$ 370,17.

Abril e maio trouxeram alta de cerca de 10% em cada mês, com fechamento de maio a US$ 450,24. Mas junho devolveu tudo: queda de 17,2% no mês, com recuo de 4,2% em 02/06. A mínima do ano veio em 25/06: US$ 349,20 durante o dia e US$ 352,83 no fechamento, 27,0% abaixo do fim de 2025.

A alta do 3º trimestre no gráfico

Gráfico: Microsoft, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: Microsoft, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra a ação de janeiro a 07/10/2026 com as médias móveis simples de 50 e de 200 pregões. Os cruzamentos entre essas duas médias são uma das leituras de tendência mais conhecidas.

Julho: o salto de 15,5% em um dia

O trimestre começou devagar. Em 23/07 a ação ainda fechava a US$ 381,58, praticamente no mesmo nível do fim de junho. Em 30/07 tudo mudou: a ação abriu a US$ 437,90, contra US$ 390,54 no fechamento anterior, chegou a US$ 458,69 e fechou a US$ 451,10, alta de 15,5%, a maior do ano. Nesse mesmo dia, o preço voltou a fechar acima da média de 200 pregões. Em 31/07 subiu mais 3,0%, e julho terminou a US$ 464,72, alta de 24,6% no mês.

Agosto: continuação e cruzamento de alta

Em 03/08 a ação subiu mais 4,9%, para US$ 487,65, e superou a máxima de janeiro durante o pregão. Agosto teve alta de 9,2%, com fechamento a US$ 507,29. Em 31/08 a média de 50 pregões cruzou acima da de 200, o chamado cruzamento dourado. Esse sinal veio sete meses depois do cruzamento de baixa de 21/01 e quando o preço já estava 44% acima da mínima de junho, o que ilustra o atraso natural das médias móveis.

Setembro e outubro: o topo do ano

Setembro foi mais calmo, com alta de 1,1% e destaque para 25/09, quando a ação subiu 3,7%, para US$ 516,17. O trimestre fechou a US$ 512,90, alta de 37,5% sobre o fim de junho. Em outubro a alta continuou: a ação marcou US$ 535,69 durante o dia 06/10 e fechou 07/10 a US$ 529,76, o maior fechamento de 2026.

Máxima do ano, não recorde histórico

É comum ler que a ação "renovou máxima", mas vale separar as duas coisas. A máxima de 2026 foi renovada; o recorde histórico, não:

  • Recorde de fechamento: US$ 542,07, em 28/10/2025. O fechamento de 07/10/2026 ficou 2,3% abaixo dele.
  • Recorde intradiário: US$ 555,45, em 31/07/2025.
  • Referência mais recente: o fechamento de 07/10/2026 foi o mais alto desde 29/10/2025, quando a ação fechou a US$ 541,55.

Os números da ação até 07/10

  • No 3º trimestre: alta de 37,5% (de US$ 373,02 para US$ 512,90).
  • Da mínima ao topo do ano: alta de 50,1% entre os fechamentos de 25/06 e 07/10, e de 53,4% entre a mínima e a máxima intradiárias.
  • No ano: alta de 9,5%, abaixo dos 18,5% da Nasdaq no mesmo período.
  • Médias móveis em 07/10: o preço estava 6,8% acima da média de 50 pregões (US$ 496,13) e 22,2% acima da de 200 (US$ 433,57).

O que observar

Com o preço a pouco mais de 2% do recorde de 2025, a região entre US$ 542 e US$ 555 passa a ser a referência acima. Abaixo, o gráfico registra a média de 50 pregões, perto de US$ 496, e a faixa de US$ 480 a US$ 516 em que a ação fechou todos os pregões entre 04/08 e 30/09. São pontos de observação, não previsões. Uma distância de 22% entre o preço e a média de 200 pregões também mostra quanto a ação andou em pouco tempo, e movimentos assim costumam ter correções no caminho, como a de 3,0% em 17/08.

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Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Fox On. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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