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Meta aposta em óculos de VR mais leves para dar nova chance ao metaverso

Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

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A Meta apresentou os VR Glasses, óculos de realidade virtual de US$ 1.299 que pesam cerca de 100 gramas e devem chegar na primavera de 2027 do hemisfério norte. A empresa tira do rosto o processador e a bateria, que vão num módulo de bolso ligado por cabo, enquanto a divisão Reality Labs já acumula mais de US$ 80 bilhões em prejuízo operacional.

A Meta apresentou os VR Glasses, óculos de realidade virtual de US$ 1.299 que pesam cerca de 100 gramas, um quinto do Quest 3. O lançamento está previsto para a primavera de 2027 no hemisfério norte, o que corresponde ao outono no Brasil.

O anúncio chega num momento em que as ações da empresa vinham de uma alta forte, puxada principalmente pelo entusiasmo com o assistente de inteligência artificial Muse, e não pelo metaverso. É por isso que o produto foi lido pelo mercado mais como uma aposta de longo prazo do que como uma virada imediata no negócio.

O que a Meta anunciou

O segredo da leveza é tirar do rosto o que pesa. Processador, bateria e armazenamento ficam num módulo separado, de uns 300 gramas, ligado aos óculos por cabo e levado no bolso. Nos óculos ficam telas micro-OLED com resolução combinada de 5K, rastreamento de olhos e mãos e certificação IMAX Enhanced. A bateria promete até três horas de vídeo.

  • Preço: US$ 1.299.
  • Peso: cerca de 100 gramas nos óculos, mais uns 300 gramas no módulo de bolso.
  • Telas: micro-OLED com resolução combinada de 5K.
  • Bateria: até três horas de vídeo.
  • Chegada: primavera de 2027 no hemisfério norte.

A proposta é tornar a VR confortável para usos longos, como filmes, esportes ao vivo, trabalho com várias telas e videochamadas. Ao mesmo tempo, a empresa amplia a linha de óculos inteligentes feitos com Ray-Ban e Oakley, que deve passar de 100 modelos, e quer levar o Muse para esses aparelhos.

O peso do histórico

O desafio é o passado recente. A divisão Reality Labs, responsável por realidade virtual e aumentada, já acumula mais de US$ 80 bilhões em prejuízo operacional, com perda de US$ 4,6 bilhões só no segundo trimestre. Preço alto e cabo no bolso são justamente os dois pontos que podem afastar o público que a Meta tenta conquistar.

Como as ações da Meta se comportaram

Gráfico: META, diário, de 01/04/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: META, diário, de 01/04/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra os pregões diários da Meta (META, dados do Yahoo Finance) entre 01/04 e 07/10/2026. No período, a ação saiu de US$ 579,23 para US$ 721,31, alta de 24,5%, mas o caminho teve solavancos fortes:

  • 30/07: a ação fechou o dia anterior a US$ 585,61 e abriu a US$ 526,00, um gap de baixa de 10,2%. A mínima do período, US$ 524,49, veio nesse mesmo dia, e o fechamento foi de US$ 539,03.
  • De 21/08 a 21/09: o papel foi de US$ 549,90 para US$ 741,25, alta de 34,8% em um mês, número que bate com os cerca de 35% citados na época. Só em 21/09 a ação subiu 11,3%, de US$ 665,75 para US$ 741,25, com 48,7 milhões de ações negociadas, mais que o dobro da média diária do período (18,2 milhões).
  • Depois do anúncio: a máxima do período, US$ 779,82, foi registrada em 24/09, dia em que a ação fechou a US$ 777,59. Até 07/10, o fechamento recuou para US$ 721,31, queda de 7,2% em relação a 24/09.

Os números descrevem o que aconteceu, não o que vai acontecer. A alta de setembro foi associada pelo mercado ao Muse, e é difícil separar no preço o efeito de cada anúncio.

O que observar daqui em diante

Para quem acompanha a empresa, três pontos devem pesar mais do que o lançamento em si: a evolução do prejuízo da Reality Labs nos próximos balanços, a adoção dos óculos inteligentes com Ray-Ban e Oakley, que já têm preço mais acessível, e a reação do público ao modelo com cabo quando os primeiros testes independentes forem publicados. Resta saber se preço alto e cabo no bolso vão convencer quem ainda não comprou nenhum aparelho de realidade virtual.

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Com informações de Traders Union.

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Kwame MensahPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Fox On. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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